segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Calheta - Costa do Sol: Bem vindos à Calheta, Costa do Sol - CedecsCentro ...
Calheta - Costa do Sol: Bem vindos à Calheta, Costa do Sol - CedecsCentro ...: Bem vindos à Calheta, Costa do Sol - Cedecs Centro de Estudos e Desenvolvimento de Educação, Cultura e Social O Centro de Estudos e Des...
quarta-feira, 15 de abril de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
POETA VASCO DA GAMA RODRIGUES
1909-1991
Vasco da Gama Rodrigues nasceu no Paul
do Mar, concelho da Calheta, na Ilha da Madeira, no dia 27 de Janeiro de 1909.
Estudou no liceu da Madeira (Jaime Moniz), tendo ido depois para África (Moçambique). Voltou para
Portugal, onde ingressou no Secretariado Nacional de informação, tendo
sido inspector da Secção de Hoteleira.
Distinguiu-se como poeta com uma obra
reflexiva, que faz os leitores penetrar no mistério do mito, do símbolo e da
profecia.
Inicia-se a sua obra poética, ao
publicar alguns dos seus poemas em jornais diários e revistas literárias. Em
1961, publicou em volume a obra Os Atlantes, onde estava subjacente
o mito da AtLântida. Este livro está dividido em três capítulos: Lusitânia,
Portugal e Atlântida. O autor no início de cada capítulo, faz as epítomes, nas
quais transparecem uma força e calor únicos.
Assim, na primeira parte, a epítome
refere o seguinte:
«A Lusitânia é o lugar do fogo sagrado
da Terra, o Lar eterno do povo da Luz.
Éden do Mundo, original e criador,
tomou-se o alvo da cobiça, ambição e inveja de todos os contrários, ou seja, de
quem é natural ou pertence ao paralelo oposto e, portanto, ausente da Luz». O
tema do poema é sobre o amor de Luzia, que foi amante de Viríato e o rapto de Luzia
por Júpiter.
A segunda parte, por sua vez é dedicada
a Portugal: «Portugal a cabeça, cuja fronte patenteia três sentidos, o que
respira, o que concede a palavra e o da visão, é o Consciente de Europa. (…)
Portanto, os Portugueses – os homens dos portos – vencedores do Mar Tenebroso e
descobridores dos quatro caminhos do Mundo, foram os construtores, os
instituidores, os fundadores do Império». Este capítulo trata da decadência
portuguesa por falta das presenças de Luzia e de Viriato.
Na terceira parte, por último, busca-se
a Atlântica: «Reino de Mar,
Abrange: todo o oceano desvendado pelo
Argonauta, por aquele que, ardendo em fé, deixou certa vez o porto de Portugal
em busca do sagrado vaso do amor do imortal João – o Prestes. Ilha encoberta,
diluída sobre todo o espaço da Terra, é a Pátria do Ar – o Terceiro grau do Ar – a
Essência Quinta mergulhada em sonhos isentos de manchas, sombras e terras,
o centro autêntico da inteligência da redenção universal, o núcleo do coração
generoso do Homem sem limite nem lugar. (…) Ora os Lusitanos, os homens dos
portos, os descobridores do Mar vivo e da Ilha Encoberta – a Pátria da Essência
Quinta – como todos os discípulos da última Pessoa da Trindade, chamam-se
Atlantes».
«Ó Portugal! Agora é o tempo de realizar
a Atlântida, O Reino da ilusão de Aquário, Paraíso do Mundo».
A obra Os Atlantes trata-se
acima de tudo de uma revelação interpretativa e profética da história
portuguesa.
Em 1972, onze anos depois da publicação
d´Os Atlantes, surge a segunda obra, com o título As Três Taças,
que apresenta a história do Ocidente explicando a sua missão na conservação da
tradição espiritual e abre perceptivas para
o aparecimento da humanidade numa nova idade de Ouro. As pessoas estão
associadas às idades e aos profetas, aos espaços e aos povos. Assim, a obra
encontra-se dividida em quatro partes, e estas , por sua vez, em três: Na
primeira parte, as pessoas estão ligadas aos princípios: o Pai à Alegria, o
Filho à Dor e o Espírito Santo à Graça. Na segunda parte, a idade do Pai, na
qual se destaca Moisés – o Herói emerge na idade do Filho, com Jesus – o Sábio
e, de seguida, na terceira Idade, a do Espírito Santo, o Príncipe da Paz – o
Sonho. Mas os profetas e os mestres por três espaços: Jerusalém – o Templo de
Amor. A estes três espaços estão ligados três povos: os Hebreus, os Romanos e
os Atlantes.
Em As Três Tacas,
apresenta-se uma poesia em sextilhas, de sete sílabas, com métrica bem medida,
que sugere a poesia da Bandarra, ou seja, em tom profético. A obra tem como
introdução um tríptico de antecolóquio elaborado por José Conceição Silva,
Agostinho da Silva e Júlio Fragata. O primeiro refere que esta obra é um
complemento d´Os Atlantes e que «Vasco da Gama Rodrigues é o primeiro a tentar
uma obra completa, no sentido de nos mostrar o verdadeiro sentido oculto e
simbólico da grande epopeia portuguesa, que, segundo ele, não terminou ainda,
havendo pelo contrário a cumprir a parte maior da missão».
Agostinho da Silva revela o poeta como
um místico que dá grande papel a Portugal na assunção da humanidade »ou ao que
mais propriamente diríamos gente da língua portuguesa, e por aqui encontra
Pessoa, ou ainda mais certo, gente de fé portuguesa, de fé na humanidade dos
homens, de fé na igualdade de meios, de fé na fraternidade, de fé na liberdade,
de fé na unidade do mundo, de fé, afinal, naquilo que Vieira chamou o Quinto
Império, Cristo do Reino de Deus Kropotkine a Anarquia, São Francisco a Paz.
Finalmente, a sua terceira obra, editada
postumamente, em 1995, intitulava-se O Cristo das Nações.
Trata-se de uma obra que complemente as outras, apresentado a vivência de
Portugal, como um trajecto de Cristo, o Cristo das Nações, em que Nação a
Cristo se fundem num objectivo único, o da salvação humana, feita através duma
Alma Lusa ou de Luz.
Portugal tinha uma missão a realizar e,
como tal, ao nascer de novo, seria baptizado com novo nome a Atlântida, título
do capítulo quinto desta obra.
Observa-se na obra de Vasco da Gama
Rodrigues, que ele era um estudioso dos astros. Considerava a Astrologia uma
ciência que estuda a relação das leis dos astros com a vida, o carácter e o
destino do homem.
Admirava, como figuras do passado, os
argonautas, que apesar do medo do Mar Tenebroso, descobriram os oceanos e as
terras ocultas e dispersas pelo Mundo.
Faleceu a 3 de Maio de 1991, tendo sido
considerado um dos autores entre muitos, como Fernando Pessoa ou Luna de
Carvalho, que leu, buscou e intuiu o futuro de Portugal.
A Câmara de Lisboa homenageou ou poeta
Vasco da Gama Rodrigues em 2001, dado um nome de uma Rua na freguesia de
Santa Maria dos Olivais.
de Santa Maria dos Olivais.
sábado, 27 de dezembro de 2014
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Em 2012, celebra-se
os 105 anos
do nascimento do Poeta Vasco da Gama Rodrigues
O maior poeta Calhetense
com ligação
a Fernando PessoaNo próximo dia 27 de Janeiro comemora-se os 105 anos do nascimento do poeta madeirense Vasco da Gama Rodrigues. Natural do Paul do Mar, é uma figura interessante da cultura portuguesa com ligação a Fernando Pessoa.Em termos de produção literária afirmou-se a partir dos anos 60, com a publicação de ‘Os Atlantes’ (1961). A sua segunda obra foi editada em 1972 e intitula-se ‘As Três Taças’. Escreveu em jornais e revistas literárias e, em 1991, surge ‘O Cristo das Nações’, uma obra póstuma.Apesar de reduzida em termos de dimensão, a obra de Vasco da Gama Rodrigues “é significativa por estar associada a grandes nomes da cultura portuguesa, como Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Júlio Fragata, e por comungar de uma grande corrente que é a obra profético-messianista da cultura portuguesa”, diz a propósito o historiador José Eduardo Franco.A estudar neste momento o poeta, diz que “é interessante destacá-lo, não só por ter convivido com Fernando Pessoa, mas pelo facto de a sua obra, sobretudo ‘Os Atlantes’, fazer eco do projecto e dos ideais que estão na base da ‘Mensagem’ de Fernando Pessoa”.Relembra que esta obra, “uma espécie de ‘Lusíadas’ modernos, pretende numa perspectiva nacionalizante destacar as grandes figuras da cultura portuguesa e despertar Portugal do seu nevoeiro, da sua hora sombria, da letargia, numa perspectiva messiânico-profético sebastianista”. (in dn)
com ligação
a Fernando PessoaNo próximo dia 27 de Janeiro comemora-se os 105 anos do nascimento do poeta madeirense Vasco da Gama Rodrigues. Natural do Paul do Mar, é uma figura interessante da cultura portuguesa com ligação a Fernando Pessoa.Em termos de produção literária afirmou-se a partir dos anos 60, com a publicação de ‘Os Atlantes’ (1961). A sua segunda obra foi editada em 1972 e intitula-se ‘As Três Taças’. Escreveu em jornais e revistas literárias e, em 1991, surge ‘O Cristo das Nações’, uma obra póstuma.Apesar de reduzida em termos de dimensão, a obra de Vasco da Gama Rodrigues “é significativa por estar associada a grandes nomes da cultura portuguesa, como Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Júlio Fragata, e por comungar de uma grande corrente que é a obra profético-messianista da cultura portuguesa”, diz a propósito o historiador José Eduardo Franco.A estudar neste momento o poeta, diz que “é interessante destacá-lo, não só por ter convivido com Fernando Pessoa, mas pelo facto de a sua obra, sobretudo ‘Os Atlantes’, fazer eco do projecto e dos ideais que estão na base da ‘Mensagem’ de Fernando Pessoa”.Relembra que esta obra, “uma espécie de ‘Lusíadas’ modernos, pretende numa perspectiva nacionalizante destacar as grandes figuras da cultura portuguesa e despertar Portugal do seu nevoeiro, da sua hora sombria, da letargia, numa perspectiva messiânico-profético sebastianista”. (in dn)
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Vasco da Gama Rodrigues
Poeta do Paul do Mar com obra reeditada

Poeta do Paul do Mar com obra reeditada

O apelo foi feito ontem, aquando a cerimónia pública de atribuição do nome do poeta Vasco da Gama Rodrigues à Escola Básica do Paul do Mar. O coordenador das comemorações do centenário do nascimento do poeta “pauleiro” pediu a ajuda da Secretaria Regional de Educação e Cultura para a reedição das obras esgotadas daquele autor. Paulo Garcês dirigia-se a Francisco Fernandes, presente na cerimónia.O governante lembrou que tem havido a preocupação, da parte da SREC, de reeditar obras esgotadas de autores madeirenses, tendo em mente as escolas madeirenses e o reconhecimento aos nomes da literatura madeirense. Exemplo disso foram as obras publicadas no âmbito das comemorações dos 500 Anos do Funchal. Nesse sentido, Francisco Fernandes disse que a reedição das obras poéticas de Vasco da Gama Rodrigues (27/01/1909 – 03/05/1991) é uma possibilidade a analisar. O secretário regional disse estar confiante de que será encontrada uma solução e parcerias para esse fim, para que as obras possam ser repostas nas bibliotecas escolares.Francisco Fernandes enalteceu ainda a iniciativa da Casa do Povo do Paul do Mar e da escola, em escolher um patrono para o estabelecimento de ensino. Disse esperar que esse gesto de reconhecimento às pessoas que marcam a história madeirense possa ser transformado «numa onda» e que cada escola venha a homenagear figuras ilustres.Iva Abbiati, presidente da Casa do Povo, destacou o facto de Vasco da Gama Rodrigues ser um poeta reconhecido internacionalmente, mas pouco falado na sua terra natal. Espera que a iniciativa ontem celebrada venha a dar a conhecer mais quem era aquele poeta do Paul do Mar.
In Jornal da Madeira
Vasco da Gama Rodrigues dá nome a escola no Paúl do Mar
No âmbito das comemorações do centenário do nascimento do poeta Vasco da Gama Rodrigues, é hoje atribuída à Escola Básica do Paul do Mar o nome deste poeta pauleiro.A cerimónia decorre logo pelas 15 horas, com a presença do Secretário Regional da Educação e Cultura, Francisco Fernandes.Recorde-se que no final do mês de Janeiro, a Casa do Povo do Paul do Mar promoveu uma cerimónia de homenagem ao referido poeta, por ocasião da data do seu nascimento. Então ficou o desejo desta referência cultural da freguesia poder ser também homenageada, emprestando o seu nome a uma instituição local. Na altura fora já proposto atribuir o nome do poeta Vasco da Gama Rodrigues à Escola EB1/PE do Paul do Mar, facto que este domingo se concretiza. O poeta nasceu em 1909. Em 1961 publica o seu primeiro livro, 'Os Atlantes' e em 1972 'As Três Taças'. 'O Cristo das Nações' seria publicado em 1995, quatro anos após a sua morte.
In Diário Noticias
terça-feira, 9 de junho de 2009
Vasco da Gama Rodrigues
Poeta do Paul do Mar com obra reeditada

O apelo foi feito ontem, aquando a cerimónia pública de atribuição do nome do poeta Vasco da Gama Rodrigues à Escola Básica do Paul do Mar. O coordenador das comemorações do centenário do nascimento do poeta “pauleiro” pediu a ajuda da Secretaria Regional de Educação e Cultura para a reedição das obras esgotadas daquele autor. Paulo Garcês dirigia-se a Francisco Fernandes, presente na cerimónia.O governante lembrou que tem havido a preocupação, da parte da SREC, de reeditar obras esgotadas de autores madeirenses, tendo em mente as escolas madeirenses e o reconhecimento aos nomes da literatura madeirense. Exemplo disso foram as obras publicadas no âmbito das comemorações dos 500 Anos do Funchal. Nesse sentido, Francisco Fernandes disse que a reedição das obras poéticas de Vasco da Gama Rodrigues (27/01/1909 – 03/05/1991) é uma possibilidade a analisar. O secretário regional disse estar confiante de que será encontrada uma solução e parcerias para esse fim, para que as obras possam ser repostas nas bibliotecas escolares.Francisco Fernandes enalteceu ainda a iniciativa da Casa do Povo do Paul do Mar e da escola, em escolher um patrono para o estabelecimento de ensino. Disse esperar que esse gesto de reconhecimento às pessoas que marcam a história madeirense possa ser transformado «numa onda» e que cada escola venha a homenagear figuras ilustres.Iva Abbiati, presidente da Casa do Povo, destacou o facto de Vasco da Gama Rodrigues ser um poeta reconhecido internacionalmente, mas pouco falado na sua terra natal. Espera que a iniciativa ontem celebrada venha a dar a conhecer mais quem era aquele poeta do Paul do Mar.
Paula Abreu
Poeta do Paul do Mar homenageado
Vasco da Gama Rodrigues dá nome à escola local
Francisco Fernandes incentiva escolas da região a seguirem este exemplo, escolhendo uma figura local para seu patrono
Data: 03-05-2009
A escola EB1/PE do Paul do Mar passa a partir de agora a ostentar o nome de Vasco da Gama Rodrigues, numa homenagem ao poeta nascido há um século naquela freguesia do concelho da Calheta e que faleceu faz hoje 18 anos.O secretário regional de Educação e Cultura, Francisco Fernandes, que presidiu à cerimónia, destacou a obra "deste vulto importante da cultura madeirense". Perante o desafio lançado pelo coordenador das comemorações do centenário do poeta, Paulo Garcês, o governante revelou a disponibilidade para proceder à reedição das obras esgotadas há já algum tempo.
Nélio Gomes
domingo, 3 de maio de 2009
Vasco da Gama Rodrigues dá nome
a escola no Paúl do Mar
Homenagem ao poeta continua esta tarde com a cerimónia na EB1/PE
Data: 03-05-2009
No âmbito das comemorações do centenário do nascimento do poeta Vasco da Gama Rodrigues, é hoje atribuída à Escola Básica do Paul do Mar o nome deste poeta pauleiro.A cerimónia decorre logo pelas 15 horas, com a presença do Secretário Regional da Educação e Cultura, Francisco Fernandes.Recorde-se que no final do mês de Janeiro, a Casa do Povo do Paul do Mar promoveu uma cerimónia de homenagem ao referido poeta, por ocasião da data do seu nascimento. Então ficou o desejo desta referência cultural da freguesia poder ser também homenageada, emprestando o seu nome a uma instituição local. Na altura fora já proposto atribuir o nome do poeta Vasco da Gama Rodrigues à Escola EB1/PE do Paul do Mar, facto que este domingo se concretiza. O poeta nasceu em 1909. Em 1961 publica o seu primeiro livro, 'Os Atlantes' e em 1972 'As Três Taças'. 'O Cristo das Nações' seria publicado em 1995, quatro anos após a sua morte. in diário do noticias
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Projecto das actividades de comemoração
do centenário do
poeta Vasco da Gama Rodrigues
Para marcar o centenário do poeta Vasco da Gama Rodrigues, a comissão coordenadora pretende realizar neste ano 2009 os seguintes eventos:- No dia 3 de Maio (data da sua morte) realizar diversas actividades culturais com as escolas do concelho da Calheta, promovendo a sua obra.- Reunir esforços entre as entidades para atribuição nome “Praça Vasco da Gama Rodrigues” (frente a junta de Freguesia)- Reeditar a obra do Poeta Vasco da Gama Rodrigues, que se encontra esgotada actualmente.- Publicação de um CD, com os poemas de Vasco da Gama Rodrigues musicados pelo Maestro Vítor Costa.- Uma exposição de pintura alusiva aos seus poemas e a sua história.- Atribuição do nome da Escola do Paul do Mar, ao Poeta Vasco da Gama Rodrigues.- E em 27 de Janeiro de 2010 – realizar as comemorações de encerramento do Centenário do Poeta Vasco da Gama Rodrigues, com congresso sobre o seu pensamento.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Biblioteca Nacional de Portugal
Lista de registos
1. As três taças ; Os Atlantes : poemas / Vasco da Gama Rodrigues
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978As três taças ; Os Atlantes : poemas / Vasco da Gama Rodrigues. - [Lisboa] : Roger Delraux, cop. 1980. - 160, [4] p. ; 21 cmL. 28272 V.L. 62500 V.
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978As três taças ; Os Atlantes : poemas / Vasco da Gama Rodrigues. - [Lisboa] : Roger Delraux, cop. 1980. - 160, [4] p. ; 21 cmL. 28272 V.L. 62500 V.
2. As três taças : poema / Vasco da Gama Rodrigues
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978As três taças : poema / Vasco da Gama Rodrigues. - Lisboa : V. G. Rodrigues, 1972 ( Lisboa : -- Tip. Ideal). - 55, [1] p. ; 22 cmL. 21561 V.L. 45054 V.
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978As três taças : poema / Vasco da Gama Rodrigues. - Lisboa : V. G. Rodrigues, 1972 ( Lisboa : -- Tip. Ideal). - 55, [1] p. ; 22 cmL. 21561 V.L. 45054 V.
3. Os Atlantes : poema / Vasco da Gama Rodrigues
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978Os Atlantes : poema / Vasco da Gama Rodrigues. - Lisboa : V.G. Rodrigues, 1961 ( Lisboa -- Tip. Ideal). - 53, [2] p. ; 22 cmL. 45002 V.L. 51688 P.L. 62008 V.
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978Os Atlantes : poema / Vasco da Gama Rodrigues. - Lisboa : V.G. Rodrigues, 1961 ( Lisboa -- Tip. Ideal). - 53, [2] p. ; 22 cmL. 45002 V.L. 51688 P.L. 62008 V.
4. Doutor Aires Pinto Ribeiro / Vasco da Gama Rodrigues
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978Doutor Aires Pinto Ribeiro / Vasco da Gama Rodrigues. - Porto : Sopime, 1960. - 52, [1] p. : il. ; 24 cmH.G. 21731 V.
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978Doutor Aires Pinto Ribeiro / Vasco da Gama Rodrigues. - Porto : Sopime, 1960. - 52, [1] p. : il. ; 24 cmH.G. 21731 V.
5. O cristo das Nações / Vasco da Gama Rodrigues
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978O cristo das Nações / Vasco da Gama Rodrigues. - 1a ed. - Sintra : Tertúlia, 1995. - 83 p. ; 24 cmL. 53400 V.
Rodrigues, Vasco da Gama, 1919-1978O cristo das Nações / Vasco da Gama Rodrigues. - 1a ed. - Sintra : Tertúlia, 1995. - 83 p. ; 24 cmL. 53400 V.
do Centenário do Nascimento
do Poeta Vasco da Gama Rodrigues
Paul do Mar .
viveu um dia
inesquecível para a cultura
O poeta Vasco da Gama Rodrigues foi recordado, no dia em que se celebra os 100 anos do seu nascimento.
Nas cerimónias de comemoração do centenário estiveram presentes diversas personalidades, a destacar, a Drª Albertina Henriques, directora dos serviços de dinamização cultural, o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Calheta, o Dr. Aleixo, o pároco da Paróquia do Paul do Mar,o Rev.mo Senhor Padre Paulo Silva, o director da Escola do Paul do Mar, o professor Hélder Vinagre, o presidente da Junta de Freguesia do Paul do Mar, o senhor José Silva, a presidente da Casa do Povo do Paul do Mar, Iva Abbiati e o coordenador das comemorações do centenário do poeta Vasco da Gama Rodrigues, o senhor Paulo Gracês.
Também destacamos a presença amiga do Senhor Padre Ângelo, do senhor presidente da Assembleia da Câmara Municipal, o Senhor Manuel Leça,
As comemorações do centenário ocorreram no salão da pastelaria Vila amoré, na Freguesia do Paul do Mar, concelho da Calheta.
Vários foram os momentos celebrativos alusivos ao poeta.
Desde declamação de poemas e a conferencia acerca da vida e obra do poeta. Não faltou o bolo em memória da obra poética de Vasco da Gama Rodrigues, Para finalizar e marar este momento foi publicado um boletim cultural dedicado exclusivamente ao poeta.
Fica aqui algumas fotos para recordar.
viveu um dia
inesquecível para a cultura
O poeta Vasco da Gama Rodrigues foi recordado, no dia em que se celebra os 100 anos do seu nascimento.
Nas cerimónias de comemoração do centenário estiveram presentes diversas personalidades, a destacar, a Drª Albertina Henriques, directora dos serviços de dinamização cultural, o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Calheta, o Dr. Aleixo, o pároco da Paróquia do Paul do Mar,o Rev.mo Senhor Padre Paulo Silva, o director da Escola do Paul do Mar, o professor Hélder Vinagre, o presidente da Junta de Freguesia do Paul do Mar, o senhor José Silva, a presidente da Casa do Povo do Paul do Mar, Iva Abbiati e o coordenador das comemorações do centenário do poeta Vasco da Gama Rodrigues, o senhor Paulo Gracês.
Também destacamos a presença amiga do Senhor Padre Ângelo, do senhor presidente da Assembleia da Câmara Municipal, o Senhor Manuel Leça,
As comemorações do centenário ocorreram no salão da pastelaria Vila amoré, na Freguesia do Paul do Mar, concelho da Calheta.
Vários foram os momentos celebrativos alusivos ao poeta.
Desde declamação de poemas e a conferencia acerca da vida e obra do poeta. Não faltou o bolo em memória da obra poética de Vasco da Gama Rodrigues, Para finalizar e marar este momento foi publicado um boletim cultural dedicado exclusivamente ao poeta.
Fica aqui algumas fotos para recordar.
.
Vasco da Gama Rodrigues é hoje relembrado num colóquio no Paul do Mar. A iniciativa assinala o centenário do nascimento do poeta natural daquela freguesia.
As comemorações têm início às 16 horas, na Pastelaria Vila Amoré, com a apresentação da sua vida e obra por Paulo Garcês, coordenador das comemorações.
Segue-se a declamação de poemas pelos alunos da Escola Básica do Paul do Mar. Pelas 16h40, Iva Abbiati, presidente da Casa do Povo do Paul do Mar, destacará as perspectivas e oportunidades culturais desta instituição.
"Para além de ser um poeta que nasceu no Paul do Mar, temos um grande empenho na promoção das actividades literárias e musicais", diz a propósito a presidente da Casa do Povo.
"As pessoas do Paul do Mar têm uma enorme energia e criatividade a este nível e queremos encorajar o desenvolvimento da nossa cultura local. Pretendemos também motivar as crianças para a leitura, nomeadamente de poesia e esta iniciativa pode ser um começo", acrescenta Iva Abbiati.
Vasco da Gama Rodrigues Nasceu a 27 de Janeiro de 1909, na Freguesia do Paul do Mar, e faleceu a 3 de Maio de 1991.
Afirmou-se a partir dos anos 60, com a publicação de 'Os Atlantes' (1961). Em 1972, foi editada a segunda obra intitulada 'As Três Taças' e em 1991 'O Cristo das Nações'. Colaborou em jornais e revistas literárias.
A Casa do Povo do Paul do Mar publicou recentemente um boletim assinalando o centenário do nascimento do poeta. Coordenado por Eugénio Perregil e Paul Garcês refere aspectos da sua vida e obra.Fonte: Diário de Notícias
As comemorações têm início às 16 horas, na Pastelaria Vila Amoré, com a apresentação da sua vida e obra por Paulo Garcês, coordenador das comemorações.
Segue-se a declamação de poemas pelos alunos da Escola Básica do Paul do Mar. Pelas 16h40, Iva Abbiati, presidente da Casa do Povo do Paul do Mar, destacará as perspectivas e oportunidades culturais desta instituição.
"Para além de ser um poeta que nasceu no Paul do Mar, temos um grande empenho na promoção das actividades literárias e musicais", diz a propósito a presidente da Casa do Povo.
"As pessoas do Paul do Mar têm uma enorme energia e criatividade a este nível e queremos encorajar o desenvolvimento da nossa cultura local. Pretendemos também motivar as crianças para a leitura, nomeadamente de poesia e esta iniciativa pode ser um começo", acrescenta Iva Abbiati.
Vasco da Gama Rodrigues Nasceu a 27 de Janeiro de 1909, na Freguesia do Paul do Mar, e faleceu a 3 de Maio de 1991.
Afirmou-se a partir dos anos 60, com a publicação de 'Os Atlantes' (1961). Em 1972, foi editada a segunda obra intitulada 'As Três Taças' e em 1991 'O Cristo das Nações'. Colaborou em jornais e revistas literárias.
A Casa do Povo do Paul do Mar publicou recentemente um boletim assinalando o centenário do nascimento do poeta. Coordenado por Eugénio Perregil e Paul Garcês refere aspectos da sua vida e obra.Fonte: Diário de Notícias
Foi há cem anos que nasceu,
o poeta Vasco da Gama Rodrigues
A 27 de Janeiro de 1909 nascia, na pequena povoação do Paul do Mar, aquele que haveria de chamar-se Vasco da Gama Rodrigues.
Criança ainda, parece ter visto traçado o seu futuro. O mar estava ali, beijando a pequena povoação onde abriu os olhos para o mundo.
O mar, esse mar que leva e que volta a trazer, que inspira e encanta mas que, não raras vezes, se apodera para sempre das vidas de quem nele se aventura. Vasco da Gama Rodrigues, baptizado, dir-se-ia premonitoriamente com nome de navegador foi, criança ainda, levado para as terras da longínqua e misteriosa África.
Terá sido esse primeiro contacto com o salgado oceano que lhe introduziu nas veias o sabor a mar? Nem o poeta, certamente, o saberá dizer. Mas, o que é certo é que o mar, esse mar que, séculos antes foi lavrado pelas proas altivas das naus lusas,semeando sonhos em terras novas e desconhecidas, passou a fazer parte da sua alma. Primeiro da alma da criança que foi, depois do homem que se fez escritor. «E partiu.../O que estava/oculto/sepulto/no corpo/do Mundo/inteiro/se abriu.../Abriu-se/todo/ o Ignoto/remoto/excepção/do Graal e Prestes João./Voltou.../e ainda/antes do retorno/consentiu/Deus/outro Sucesso:/quis/ter/Um seu/Mensageiro/obreiro/quis/que Portugal/implantasse/a Vida, a Paz, o Amor/em todo/o Universo».
Criança ainda, parece ter visto traçado o seu futuro. O mar estava ali, beijando a pequena povoação onde abriu os olhos para o mundo.
O mar, esse mar que leva e que volta a trazer, que inspira e encanta mas que, não raras vezes, se apodera para sempre das vidas de quem nele se aventura. Vasco da Gama Rodrigues, baptizado, dir-se-ia premonitoriamente com nome de navegador foi, criança ainda, levado para as terras da longínqua e misteriosa África.
Terá sido esse primeiro contacto com o salgado oceano que lhe introduziu nas veias o sabor a mar? Nem o poeta, certamente, o saberá dizer. Mas, o que é certo é que o mar, esse mar que, séculos antes foi lavrado pelas proas altivas das naus lusas,semeando sonhos em terras novas e desconhecidas, passou a fazer parte da sua alma. Primeiro da alma da criança que foi, depois do homem que se fez escritor. «E partiu.../O que estava/oculto/sepulto/no corpo/do Mundo/inteiro/se abriu.../Abriu-se/todo/ o Ignoto/remoto/excepção/do Graal e Prestes João./Voltou.../e ainda/antes do retorno/consentiu/Deus/outro Sucesso:/quis/ter/Um seu/Mensageiro/obreiro/quis/que Portugal/implantasse/a Vida, a Paz, o Amor/em todo/o Universo».
Uma poesia feita de sal e mar
A poesia de Vasco da Gama Rodrigues assume, sem sombra de dúvida, as características épicas de outros vates que cantaram a odisseia marítima de Portugal, qual “Mensagem” de Fernando Pessoa. Ela penetra a noite milenar dos tempos perdidos nos primórdios da nossa nacionalidade evocando a figura do nosso rei primeiro «Príncipe sou, Rei serei de nação/Meu sangue a tanto impele é meu escudo/Mas poder sê-lo falta quase tudo/Falta vencer a Sombra e o seu Dragão». Desce às profundezas marinhas para redescobrir o mito da Atlântida, o continente perdido algures no fundo do mar de onde lhe veio o nome, primorosamente pintado em “Os Atlantes”.
Vasco da Gama Rodrigues, qual argonauta da escrita, parte, em o “Cristo das Nações” com Prestes João em busca do novo mundo «Além do Mar, naquele Mar sem fim/Envolto de presságio e maldição/Quando buscava o reino de João/Eu vi o Mundo ao pé de mim/ Em toda a parte, lá por todo o lado/Onde se aloja a treva, a escuridão/À terra dei o Cristo da paixão/E fiquei dela todo apaixonado».
Um Portugal para além do “hoje”
Três são os livro que a pena de Vasco da Gama Rodrigues nos legou. ”Os Atlantes” a sua primeira obra escrita em 1961, quando o poeta contava já com 52 anos. A obra conta-nos, em verso e ritmo, a história do mito da submersa Atlântida, o continente perdido e cantado por mil poetas.
As “Três Taças” leva-nos por caminhos da História do Ocidente esse ponto cardeal de onde partiram homens em busca de muito orientes e diferentes povos.
“O Cristo das Nações”, editado já depois da morte do autor, transporta consigo, como refere o seu prefaciador “a ideia de um Cristo para todas as Nações, em que Nação e Cristo se fundem num propósito único – o da 'salvação humana' – através duma Alma Lusa ou de Luz”. Vasco da Gama Rodrigues, na sua obra poética, tal como Pessoa, foi capaz de ver Portugal para além do hoje. Esse Portugal que Pessoa descobriu na profecia do Monge Rolando: “(...) alegra-te ó Lusitânia, e tem por certa a esperança daquela vinda de que se duvidava. Apossar-te-ás do Império em toda a Orbe e os muros de Jerusalém cairão debaixo dos teus ceptros”. Cem anos decorreram sobre o nascimento do poeta. E Portugal cresceu. Mudou.
Fez-se mais terra, mas continua, como desde a hora primeira do seu nascimento, de olhos postos no mar e que do mar nunca fez barreira, mas destino. Esse mar que continua a ser vida e morte, mar de ir e voltar pelo qual se pauta grande parte da vida desta Nação, princípio e fim da Europa.
BIBLIOGRAFIA DO AUTOR
Vasco da Gama Rodrigues (1909-1991), era natural do Paul do Mar, Calheta, Madeira. Esteve radicado em Moçambique, mas acabou por regressar a Portugal, onde ingressou na Função Pública. Aos vinte e cinco anos era Inspector de Turismo. Colaborou literariamente em órgãos de imprensa, vindo, já com mais de meio século de existência, em 1961, a publicar o seu primeiro livro, "Os Atlantes" e, em 1972, "As Três Taças". O volume "O Cristo das Nações" (sua terceira obra, por si organizada), foi editado, postumamente, em 1995. A Câmara Municipal de Lisboa deliberou integrar o seu nome na toponímia da cidade, estando também patente na sua freguesia natal, na Madeira, a homenagem que lhe foi prestada, com a inauguração de uma placa na casa onde nasceu e passou os seus primeiros anos de vida, antes de partir para África. Está representado no volume "Paul do Mar... Do nascer ao Pôr do Sol", de Paulo Garcês e Zita Cardoso, Colecção História Local, Edição Arguim-Madeira, 2003.Fonte: Jornal da Madeira /Octaviano Correia
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
2°Poema
D. SEBASTIÃO -
O "CAPITÃO DE CRISTO"
Por entre sombras outonais tombado
Lá vai a nossa Pátria receosa,
Sem leme, pela via sinuosa,
Contra escolhos e p'rigos navegando.
Lá vai perplexa, inquieta e ansiosa,
E aflita pelo seu Príncipe chorando.
Porém o Povo aos Céus Amor rogando
D'Além recebe a graça generosa.
Fosse ou não por fervor da prece humana
O Rei nasceu aqui naquela hora.
Mas o Empíreo, a voz do Céu proclama,
Que o fim 'inda não foi, começa agora.
Imerso em faustos sonhos de aventura
E pondo aos pés de Deus a Vida, a Sorte,
O "Capitão de Cristo" foi sem Norte,
Não quis o Céu sagrar sua loucura!
Por entre sombras outonais tombado
Lá vai a nossa Pátria receosa,
Sem leme, pela via sinuosa,
Contra escolhos e p'rigos navegando.
Lá vai perplexa, inquieta e ansiosa,
E aflita pelo seu Príncipe chorando.
Porém o Povo aos Céus Amor rogando
D'Além recebe a graça generosa.
Fosse ou não por fervor da prece humana
O Rei nasceu aqui naquela hora.
Mas o Empíreo, a voz do Céu proclama,
Que o fim 'inda não foi, começa agora.
Imerso em faustos sonhos de aventura
E pondo aos pés de Deus a Vida, a Sorte,
O "Capitão de Cristo" foi sem Norte,
Não quis o Céu sagrar sua loucura!
In "O Cristo das Nações"
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